Município de Cairu vai ganhar Câmara de Patrimônio e ações do IPAC

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Conhecido como um dos mais famosos municípios-arquipélagos do Brasil, o município de Cairu, localizado no Baixo-Sul da Bahia, cerca de 300 km de Salvador, vai ganhar ações de proteção aos seus bens culturais, materiais e imateriais.

BAHIA CULTURA077

Ontem (10), o prefeito de Cairu, Fernando Brito, acompanhado do deputado estadual, Rosemberg Pinto, e da secretária de Cultura do município, Graça Peleteiro, estiveram no Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). O objetivo foi assinar o Termo de Cooperação entre IPAC e Prefeitura para realizar vistorias técnicas, implantar uma Câmara Técnica de Patrimônio, seminários e treinamentos da área de Educação Patrimonial.

De acordo com o deputado Rosemberg Pinto, a região é uma das mais importantes para o turismo baiano, pela rica história, patrimônios edificados e intangíveis, atraindo turistas locais, nacionais e internacionais todos os anos. “Somente a área de Morro de São Paulo, atrai cerca de 20 mil turistas por ano; é o terceiro destino da Bahia, perdendo apenas para Salvador e Porto Seguro”, comentou Rosemberg Pinto. Para ele, a preservação dos bens culturais é ação imperativa pois resumem a história da Bahia e são os principais atrativos turísticos.

“Nenhuma política pública pode ser bem-sucedida sem a participação efetiva dos municípios que precisam estar preparados tecnicamente e legalmente para atuar junto aos bens culturais da sua região, sejam eles materiais, como as edificações e obras de arte, ou imateriais, como as festas e manifestações populares, além dos modos de ser e fazer culturais”, afirmou o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, durante o ato de assinatura.

CONGO, CHEGANÇAS, SAMBA E FANFARRAS – “A Bahia é um celeiro de manifestações culturais e o município de Cairu é um dos poucos que detém manifestações culturais das mais diversificadas”, disse o prefeito Fernando Brito. Segundo ele, a cooperação com o IPAC permitirá ainda o incentivo às manifestações culturais da região. “Não queremos que esses importantes atrativos culturais desapareceram, como muitos outros mais antigos já sumiram ao longo do tempo”, completou o prefeito. Para ele, a parceria com o IPAC permitirá salvaguardar a história, a memória e a cultura do município.

“Não podemos permitir que a história se perca, por isso, a cooperação com o IPAC é fundamental para nosso município”, comentou a secretária de Cairu, Graça Peleteiro. Ela destacou que o IPAC vai fortalecer a preservação das manifestações. “Temos congo, cheganças, samba de roda, fanfarra, capoeira e bumba-meu-boi, além de uma filarmônica centenária”, lembrou ela. Formado por 26 ilhas, Cairu tem área de 451,2 km², população de 15.678 (2014), fazendo limite com os municípios de Nilo Peçanha, Taperoá e Valença, além do Oceano Atlântico. Detém inúmeros atrativos turísticos, dentre os quais as localidades de Morro de São Paulo e Boipeba.

POLÍTICA PÚBLICA – “Para a política pública trazer retornos efetivos para as suas localidades e atrações, no campo dos Patrimônios Culturais, o Município necessita aperfeiçoar e modernizar os seus serviços e estar apto legalmente para atuar na proteção dos bens culturais”, disse João Carlos. Legislações, câmaras de patrimônio, instrumentos de tombamento e registro, são alguns dos itens imprescindíveis para que as prefeituras consigam trabalhar no segmento. Em meados de julho (2017), o IPAC participou do Fórum de Dirigentes e Secretários Municipais de Cultura do Baixo Sul, na Câmara de Vereadores de Cairu. Foram discutidos os conselhos municipais, Câmara Técnica da Cultura e o Consórcio Intermunicipal da Cultura do Baixo Sul.

O IPAC vem atuando mais intensamente nos últimos dois anos no Baixo Sul. “Já desenvolvemos pesquisas e estudos para tornar a manifestação cultural Zambiapunga (Cairu, Nilo Peçanha, Taperoá e Valença), além das localidades de Galeão, Caraíba e Boipeba”, explicou João Carlos. Educação patrimonial, assessoramento técnico e de museologia na restauração da Fortaleza de Morro de São Paulo são outras ações empreendidas pelo IPAC. “Fazemos parte do Comitê de Governança do Forte e contribuímos com o museu da fortaleza, roteiro e ações, educação patrimonial”, disse João Carlos.

A iniciativa da restauração do forte é do IDES, com investimento de R$ 9,2 milhões, via Lei Rouanet/BNDES. O forte pertence a União e está cedido ao Estado, para Secretaria de Turismo.

Assessoria de Comunicação – IPAC

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