Brasil: Presidenciáveis ‘antecipam’ horário eleitoral na internet

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Foto: Reprodução

Peça de Henrique Meirelles enaltece comando na área econômica

O horário eleitoral só começa no dia 31 de agosto, mas na internet pré-candidatos se antecipam a esse prazo e veiculam em suas redes sociais programas políticos no estilo usado para pedir votos na TV e no rádio. Em busca da confirmação de suas candidaturas, em meio à pulverização de postulantes ao Planalto, a maioria dos presidenciáveis tem apelado para filmes bem produzidos que ainda viram posts patrocinados para ampliar o alcance ou atingir públicos específicos. Pagar anúncios em redes sociais é mais uma novidade desta eleição. A ferramenta está liberada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde que registrada somente por candidatos, partidos ou coligações – medida que visa a combater fake news por meio de páginas anônimas ou perfis falsos. Faltam regras, no entanto, quando o assunto é prestação de contas. Como se trata de um investimento de pré-campanha, os custos não precisam ser obrigatoriamente revelados. Se antes a fórmula usada em posts com ou sem patrocínio era mostrar falas dos pré-candidatos em entrevistas ou palestras, captadas sem uma prévia produção, agora a regra é divulgar filmes com roteiro, ilustrações, legendas, locução e até jingles. Flávio Rocha (PRB), por exemplo, convocou a dupla sertaneja Mateus & Cristiano para gravar seu slogan: “Com Flávio Rocha tudo vai ser novo, é a esperança, a vontade do povo”. Adepto do discurso que prioriza a gestão e não a política, Rocha abusa de temas como o empreendedorismo e nacionalismo em seus vídeos. Em linguagem popular e com narrativa dinâmica, as produções são repletas de ilustrações que retratam as principais bandeiras do pré-candidato, como o combate aos privilégios e ao alto custo do Estado. O PT, que tem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso pela Lava Jato – como pré-candidato à Presidência, também já encomendou um jingle para impulsionar a campanha nas redes sociais. Com qualidade de TV, o filme expõe o caos gerado no País pela crise financeira para vender o nome de Lula como a salvação – para o “Brasil ser feliz de novo.” Nenhuma citação às acusações que envolvem o nome do petista ou à origem da crise econômica.

Fonte: Politica Livre – Estadão