Cinco candidatos a prefeito na Bahia têm registros indeferido pela Justiça Eleitoral

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Articuladores políticos do Palácio do Planalto atribuem ao governador Rui Costa (PT) o retorno do senador Otto Alencar (PSD) à tropa de choque contrária ao impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff. Dias antes da votação, aliados do presidente Michel Temer (PMDB) foram informados sobre um encontro entre Rui e Otto, em que o parlamentar teria sofrido forte pressão para não debandar no julgamento final.

À Satélite, um político baiano com livre trânsito junto a Temer garantiu que o peemedebista foi surpreendido quando, na última segunda-feira, o senador anunciou apoio a Dilma. “Há mais ou menos duas semanas, Otto teve uma reunião com Temer. O presidente garantiu que ele seria o homem do governo federal na Bahia e prometeu atender todas as demandas que Otto apresentasse em nome de Rui Costa. Saiu de lá decidido a votar pelo impeachment, mas mudou de posição”, disse.

Clube do excluídos
A avaliação é de que, ao se manter na base petista, Otto Alencar dinamitou duas pontes. Para interlocutores de Michel Temer, as portas do Planalto se cerraram para ele assim que seu voto apareceu no placar eletrônico do Senado. No núcleo-duro do novo governo, a ordem é dispensar apenas tratamento institucional ao parlamentar.

No mesmo compasso, Otto caminha para o  isolamento no PSD, cujos líderes fecharam questão a favor do impeachment. Internamente, a cúpula do partido decidiu iniciar um processo para esvaziar o controle do senador sobre a direção da sigla no estado e desidratar sua participação em espaços de poder que a bancada da legenda possui no Congresso Nacional.

Pistas para o enigma
Entre os caciques da base aliada a Michel Temer, a hipótese mais provável para o voto de Otto Alencar contra o impeachment é a cota que ele possui no alto escalão do governo Rui Costa. Além da Secretaria de Infraestrutura, pasta com orçamento bilionário e capilaridade política, ele controla a Desenbahia, comandada por Otto Alencar Filho. Contudo, durante todas as votações do impeachment em que participou na Casa,  o senador nunca ficou contra Dilma Rousseff, apesar do cerco imposto pelas lideranças do PSD.

Boa aceitação
A nova pesquisa do Instituto Paraná sobre a sucessão em Salvador confirma também a boa aceitação de Rui Costa entre o eleitorado da capital. De acordo com o levantamento, o governo do petista foi aprovado por 61,1% e reprovado por 32,9% dos dos entrevistados. Os índices são praticamente iguais aos detectados na sondagem anterior do instituto, divulgada no fim de julho pela TV Record Bahia – 62% e 33%, respectivamente.

Fora do páreo
Cinco candidatos a prefeito, seis a vice e 145 a vereador na Bahia tiveram o registro indeferido pela Justiça Eleitoral, segundo o balanço atualizado ontem pelo TRE. Na lista, estão Doutor George (PPS), que concorria à prefeitura de Sapeaçu; Vandim Guimarães (PT), em Muquém do São Francisco; Humberto Pereira (Psol), em Ubaitaba; Manoel Lima (PSD), em Mulungu do Morro; e Quirino (Psol), em Conceição do Jacuípe.

Por: Correio 24horas