Polícia baiana já conta com simulador de ocorrências

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O Carnaval de Salvador de 2017 será o primeiro grande evento alvo do simulador de ocorrências adquirido pela Secretaria da Segurança Pública. O programa, instalado no Centro de Operações e Inteligência da SSP, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), permitirá realizar simulações como as feitas para os jogos olímpicos.

A diferença é que os agentes envolvidos não precisam ir até o local. “É tipo um jogo que você vai alimentando com o quantitativo de viaturas, multidão, trio elétrico. Aí, simula uma briga generalizada, um tiro, um atentado”, detalhou o coordenador de operações do Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), o major PM Paulo Roberto.

A ideia é que todos os agentes públicos que estarão nos eventos – sejam federais, estaduais ou municipais – participem da simulação. Ela será alimentada por um especialista e fornecerá conhecimentos sobre a forma de agir em situações de crises, além de avaliar contingente e equipamentos empregados.

Informações como localização geográfica do fato, efetivo e armamento são inseridas no banco de dados do sistema. Assim, o programa poderá apontar, por exemplo, qual deve ser o isolamento do local, as rotas de entrada e saída, entre outros aspectos. “A simulação é feita antes do evento para treinarmos no caso de situações de crises. Ela vai ajudar na tomada de decisões”, afirmou Paulo Roberto.750_20161018213614328

Redução de custos

A ferramenta, de acordo com o major, possibilitará uma redução de custos, já que os agentes não precisarão ir, por exemplo, para a Arena Fonte Nova para encenar um atentado, e uma menor interferência na rotina da cidade.

Ainda de acordo com o militar, o Exército Brasileiro já utiliza o simulador de ocorrências há dois anos. A SSP divulgou que a polícia baiana é a primeira do país a utilizá-lo. “A empresa que nos forneceu o programa foi que nos informou que seríamos os primeiros a usar. É um software inteligente – 100% de confiabilidade”, acrescentou.

Adaptação

Para ser utilizado pela SSP, o programa, que faz parte do Sistema de Gestão de Informação e Inteligência, teve que sofrer 20 adaptações. “A gente ainda não usou. Estamos trabalhando para fazer a primeira simulação que é a do Carnaval”, contou Paulo Roberto. O major não soube informar o prazo para que a simulação seja feita e diz que deverá ser apresentada à imprensa.

A intenção da secretaria é que o simulador seja utilizado em todos os grandes eventos e, disse o major, “futuramente” em ocorrências do dia a dia, como manifestações, festas de largo, entre outras. Ele também não soube informar o prazo para que a ampliação do uso.

“Estamos colocando a polícia baiana para caminhar lado a lado com o que se usa de mais moderno no mundo em situações de grandes ocorrências. O sistema faz parte do investimento, feito pelo governo do estado, no Centro de Operações e Inteligência da SSP e em equipamentos”, ressaltou, em nota, o secretário Maurício Barbosa.

Especialista em segurança, o professor Carlos Costa Gomes, coordenador do Observatório de Segurança Pública da Bahia, disse que ainda não conhece o simulador adquirido pela SSP-BA, mas ressaltou a importância da utilização desses programas em países como os Estados Unidos.

“Nos países mais avançados, o policial só vai para a rua, nas cidades violentas, depois de passar pelo simulador. Não é um treinamento simplesmente. Ele mostra a situação onde o policial avalia se deve ou não usar a arma de fogo por exemplo”, afirmou.

por Atarde